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Murmuriu

AGAMÉMNON – VIM DO SUPERMERCADO E DEI PORRADA AO MEU FILHO M/16
ENSAIO ABERTO
9 Abril 2011, sábado 19h
Casa Municipal da Juventude de Cacilhas
(conversa com público no final)

Foto: Susana Paiva Texto

Rodrigo García Tradução e direcção John Romão Interpretação Gonçalo Waddington, entre outros Apoio à dramaturgia Mickael de Oliveira Desenho de luz Daniel Worm D'Assumpção Colaboração musical .tape. (Daniel Romero) Co-produção: Colectivo 84 e Murmuriu

Apoios: Ministério da Cultura - Direcção Geral das Artes, São Luiz Teatro Municipal, ZDB

Propomos um ensaio aberto ao público do nosso mais recente trabalho: Agamémnon - vim do supermercado e dei porrada ao meu filho (Prémio UBU 2004), texto do dramaturgo hispano-argentino Rodrigo García, com interpretação de Gonçalo Waddington e direcção de John Romão. Nesta abertura de portas ao público de um espectáculo que está em construção, vamos poder falar sobre o nosso processo de trabalho, a nossa maneira de pensar um objecto teatral contemporâneo, apresentando os materiais cénicos e a dramaturgia do espectáculo que temos estado a desenvolver, para além de uma conversa com a equipa artística envolvida nesta produção. O espectáculo estreará a 21 de Abril no São Luiz Teatro Municipal, em Lisboa.
John Romão

Rodrigo García [Prémio Europeu de Teatro - Novas Realidades Teatrais, 2008] trabalha em função da cristalização dos “lugares comuns”, procura o contacto com os nossos demónios e demais mitologias contemporâneas. Nas suas fábulas, mostra como a publicidade se infiltrou em todos os lugares da nossa existência, substituindo-se à política. Arma e desarma tudo o que cremos conhecer mas que, no entanto, não queremos ver: a nossa implicação pessoal crescente neste sistema. Por isso é-lhe colocada a etiqueta de “provocador”. Mas não seria tal sentimento de provocação o sinal de que o seu trabalho desperta a nossa capacidade de ser espectadores ainda vivos, capazes de maravilhar-nos, de exercer o nosso juízo, de indignarmo-nos? O jogo insolente de teatro contra a seriedade mórbida das máscaras sociais. Rodrigo García avança sobre o campo minado do mundo, imita-o, mete-o à prova, como uma espécie de jogo, exaspera-o até fazê-lo cair dentro do teatro. (Philippe Macasdar, Director do Théâtre de Saint-Gervais de Genebra)

O Murmuriu foi fundado em 2002 por John Romão. Desde então tem apostado na criação e produção de criações de teatro contemporâneo, tendo colaborado com diversos artistas nacionais e estrangeiros e realizado co-produções de âmbito nacional e internacional.

O que vamos ver esta semana

O programa de abertura da Mostra realiza-se no Fórum Municipal Romeu Correia na sexta-feira, dia 5 de Fevereiro de 2010, com dois espectáculos de entrada livre: às 21h, na Praça da Liberdade, a Companhia das Artes de Animação e do Teatro de Rua Artelier? apresenta “Theatron”, um elogio às profissões do teatro; às 21h30, no Auditório Fernando Lopes-Graça, sobem ao palco os actores Rita Lello e Pedro Giestas, da Companhia de Teatro A Barraca, para apresentar “Peça para dois”. A encenação deste texto enigmático de Tennessee Williams, sobre os limites do teatro e da vida, é de Rita Lello, que depois do espectáculo, junto com Pedro Giestas, ficará para uma conversa com o público.

Sábado, 6 de Fevereiro, no Auditório Fernando Lopes-Graça, às 21h30, o Grupo de Iniciação Teatral da Trafaria, um dos grupos amadores do concelho há mais tempo no activo, vai apresentar O Avarento, de Molière, uma comédia que gira à volta de Harpagão, da sua riqueza e avareza, e a forma como a ambição cega os valores espirituais e morais.

Domingo, 7 de Fevereiro, também no Auditório Fernando Lopes-Graça, às 21h30, John Romão apresenta Velocidade Máxima, um espectáculo que reflecte, por um lado, sobre as identidades transnacionais, a prostituição masculina e a relação entre sexualidade e economia; por outro, sobre o papel do artista no mercado da arte.

A Mostra regressará depois na semana seguinte com mais espectáculos. Dirigida a públicos de todas as idades, esta edição envolve 17 companhias e grupos de teatro de Almada, profissionais e amadores, apostando num programa que põe em cena várias criações originais, bem como obras de autores tão diversos quanto Adília Lopes, Clarice Lispector, Jean-Luc Lagarce, Molière, Manuel António Pina, Fausto Paravidino, Gil Vicente e Federico García Lorca.

Os espectáculos realizar-se-ão nos seguintes espaços: Teatro Municipal de Almada, Auditório Municipal Fernando Lopes-Graça, Casa Municipal da Juventude de Cacilhas, FCT – UNL (Monte da Caparica), Auditório da Pluricoop, Salão de Festas da Incrível Almadense e Teatro Extremo. O preço dos bilhetes é de 5 euros com descontos para jovens.

Velocidade Máxima



Murmuriu apresenta:

VELOCIDADE MÁXIMA de John Romão
7 Fev 2010, Dom. 21h30
Auditório Fernando Lopes-Graça

M/18

Concepção e direcção: John Romão; Dramaturgia: Mickael de Oliveira; Interpretação: John Romão e André, Leandro e Luís (três prostitutos brasileiros residentes em Lisboa); Pianista: Cláudia Teixeira; Espaço cénico: Diego Beyró e John Romão; Colaboração coreográfica: Elena Córdoba; Desenho de luz: Daniel Worm D’Assunção; Vídeo: Carlos Conceição; Design de projecções: Bruno Moreira Dias; Construção de máscaras: Cecília Sousa; Assistência de direcção: Neto Portela; Acompanhamento crítico: Paulo Raposo; Co-produção: Festival Citemor, La Laboral, Murmuriu, Penetrarte, ZDB.

Apoio: Câmara Municipal de Almada – Linha de Apoio 2009
Espectáculo financiado pelo Ministério da Cultura - Direcção Geral das Artes.


Velocidade Máxima destaca-se pelo seu conteúdo polémico e pela razão temática da sua existência no palco. O espectáculo tem como génese a vídeo-instalação "Voracidade Máxima" dos artistas Dias & Riedweg, objecto que coloca em evidência a problemática das identidades íntegras e integradas, o que existe nos hotéis ou nos apartamentos de luxo dos grandes centros urbanos, através do testemunho de prostitutos provenientes da América Latina.

Velocidade Máxima pretende abordar, por um lado, as identidades transnacionais, a prostituição masculina e a relação entre sexualidade/economia, e por outro, o papel do artista no mercado da arte. No espectáculo, estão em cena um actor/encenador (John Romão) e três prostitutos brasileiros residentes em Lisboa. Aquilo que existe em comum entre os quatro intérpretes é o rosto: os “garotos de programa” transportam uma máscara com o modelo da cara do actor/encenador. A máscara ora protege ora permite que todos estejam ao mesmo nível, reforçando a necessidade de se esconder a cara como um instrumento para falar do próprio sentido de Identidade e de Poder.