MTA: Outubro 2014

18ª Mostra de Teatro de Almada em Novembro

De 7 a 23 de Novembro realiza-se a 18ª Mostra de Teatro de Almada, uma organização conjunta da Câmara Municipal de Almada e Grupos de Teatro do Concelho, que este ano conta com sete estreias, num total de 19 espectáculos de 17 companhias e grupos de teatro amadores e profissionais.

Na 18ª Mostra de Teatro de Almada participam Actos Urbanos (produção do Teatro de Areia), Alpha Teatro, Artes e Engenhos, Cénico da Incrível Almadense, Crème de la Crème, GITT - Grupo de Iniciação Teatral da Trafaria, Grupo de Teatro da Associação Cultural Manuel da Fonseca, Grupo de Teatro Musical da Academia Almadense, Marina Nabais Dança, Ninho de Víboras, NNT – Novo Núcleo de Teatro, O Grito, Produções Acidentais, Teatro ABC.PI, Teatro na Gandaia, Teatro Extremo e Teatro & Teatro.   

Dirigida a vários os públicos, esta edição da Mostra tem um programa composto por criações originais e de autores nacionais e estrangeiros tão diversos quanto A. Branco, Luís Alves Milheiro, Maria Rosa Colaço, Raúl Brandão, Sarah Adamopoulos, Nelson Rodrigues, Jonathan Swift, Georg Büchner, Salomão ou Shakespeare.

Para além dos espectáculos, realizam-se os habituais espaços de convívio de púbico e artistas, o “Mostra.Resescritas” com a tertúlia, este ano, dedicada ao tema “Palcos da tecnologia. Uma incursão da história da tecnologia no teatro” com moderação da Professora Paula Diogo e o “Mostra. Ponto de Encontro” aos Sábados, após os espectáculos, no emblemático café almadense “Calhambeque”.

A 18ª Mostra de Teatro de Almada acontece em diferentes locais do Concelho de Almada, desde o recém-reinaugurado Cineteatro da Academia Almadense, Sociedade Filarmónica Incrível Almadense, Teatro Extremo, Recreios Desportivos da Trafaria, Auditório Pluricoop no Pragal e em equipamentos municipais como a Casa da Cerca, Casa Municipal da Juventude de Cacilhas, Biblioteca Municipal Maria Lamas no Monte da Caparica e Teatro Municipal Joaquim Benite.

A cerimónia de abertura da Mostra está agendada para o dia 7 de Novembro, às 21h30, na Casa da Cerca. Nesta ocasião, estarão presentes a organização do evento, a Câmara Municipal de Almada, os representantes dos Grupos e será apresentado o espectáculo de percurso “Carnival - Comei as vossas crianças” pelas Produções Acidentais, com encenação da actriz Luzia Paramés, seguindo-se o lançamento livro «Sinas» de João Vasco Henriques, com ilustrações de A.Mimura.

O preçário da Mostra mantém-se bastante acessível, com bilhetes a cinco euros e desconto para jovens, seniores e grupos.


18ª Mostra de Teatro de Almada / 2014

GITT – Grupo de Iniciação Teatral da Trafaria
MONÓLOGOS CRUZADOS M/16
ESTREIA
23 NOVEMBRO | DOMINGO | 21H30
RECREIOS DESPORTIVOS DA TRAFARIA

Partindo de dois monólogos aparentemente sem qualquer ligação - o da mulher que procura reencontrar-se e o do dramaturgo desesperado por ser representado - a dramaturgia faz o exercício de encontrar as pontes necessárias entre os dois textos, de forma a conferir-lhes unidade e a permitir novas leituras/interpretações, suportando-se de um exigente trabalho de actores.

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
Autor: Xico Braga
Dramaturgia, Encenação, Cenografia: Vitor Mio
Interpretação: José Teixeira e Rute Moura
Figurinos: Mila Bernardes e Rute Moura
Luz: Vitor Mio
Operação de Luz: Ramon Rodal
Som: Vitor Azevedo
Operação de Som: Gabriel Alexandre
Fotografia: Paulo Nunes
Grafismo: Vitor Mio
Produção Executiva: Mila Bernardes/GITT

18ª Mostra de Teatro de Almada / 2014

Crème de la Crème
A CADEIRA M/12
ESTREIA
23 NOVEMBRO | DOMINGO | 17H00
TEATRO MUNICIPAL JOAQUIM BENITE – SALA DE ENSAIOS

Uma cadeira encontra-se por aí, e achado não é roubado. Ocupa-se, e pronto. Dá-se-lhe o uso que se acha mais conveniente, fazemos-lhe o reconhecimento, instalamo-nos. Eis-nos. Já não faltará muito para que declaremos a sua independência: ela pertence-nos, assim como sempre pertencemos à cadeira. É o território onde todas as ideias se projectam (pois que não se pensa melhor estando de pé, nem carregando um piano às costas). Nós somos a liberdade, a democracia, a paz, o pão, como é que alguém se atreve a roubar-nos não apenas a cadeira mas todos estes valores que custaram toda uma vida a construir? Quem, na sua cadeira, não se sentirá ameaçado? Acordai, despertai! Se tivermos que dizer (para fora) uma coisa e fazermos (para dentro) outra coisa, isso agora passará a chamar-se estratégia, diplomacia, patriotismo, geo-política, amor, paz, liberdade, democracia... E avançamos. É imperioso avançar! Neste ponto, já não há como não admitir que o melhor é ocupar para não sermos ocupados. Erguemos bandeiras, criamos símbolos, exultamos valores, cantamos hinos, estamos aqui para zelar por todas as cadeiras do mundo...
Este é um espectáculo de uma dramaturgia própria, contemporânea, que surge do trabalho do actor, e que encontra na Commedia dell’ Arte e no jogo do Clown as linguagens para gerar uma estreita cumplicidade com o público.

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
Autor: Anabela Mira e Hugo Gama
Dramaturgia e Encenação: Hugo Gama e Nuno Coelho
Assistência de Encenação: Pedro Barreiros
Interpretação: Anabela Mira
Cenografia e Figurinos: Paulo Robalo
Luz e Operação de Luz: Jochen Pasternaki
Música: Nuno Cintrão
Fotografia: Paulo Maria
Grafismo: Francisco Vaz da Silva
Produção Executiva: Teresa Rouxinol

18ª Mostra de Teatro de Almada / 2014

Teatro ABC.PI
CICLO DO AMOR M/12
ESTREIA
22 NOVEMBRO | SÁBADO | 21H30
TEATRO MUNICIPAL JOAQUIM BENITE – SALA DE ENSAIOS
conversa com o público no final do espetáculo

foto Sandra Ramos
Das páginas da Bíblia Sagrada para o palco, o "Cântico dos Cânticos" de Salomão, transforma-se: primeiro foi o discurso da amada, disposto no espectáculo “O Cântico da Sulamita”. Com o " Ciclo do Amor", segue-se nesta trilogia do texto bíblico, a voz do amado, e através desta, no que respeita ao amor, a interpretação feminina do sentir masculino se estabelece.

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
Autor: Salomão
Tradução: João Ferreira de Almeida
Dramaturgia: Teatro ABC.PI
Direcção Artística: Laurinda Chiungue
Interpretação e Manipulação: Magda Moreira e Ricarda Melo
Cenografia, Coreografia e Som: Teatro ABC.PI
Figurinos: Natacha Pereira
Luz: André Almeida
Música, Som e Operação de Som: João Ferro Martins
Produção Executiva: Teatro ABC.PI

18ª Mostra de Teatro de Almada / 2014

Cénico da Incrível Almadense
O AMOR É UMA INVENÇÃO DO CINEMA M/12
22 NOVEMBRO | SÁBADO | 18H00
INCRÍVEL ALMADENSE - SALÃO DE FESTAS

Luís Milheiro, num texto simples e com humor, aborda um tema transversal no tempo e que faz parte do quotidiano. A trama desenvolve-se à volta de Ricardo, que namora com Alice, mas também anda com a Teresa... E tudo correria de vento em popa se Teresa e Alice não descobrissem a verdade… E depois que a descobrem, que acontecerá a Ricardo? Isso é o que o público irá descobrir.

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
Autor: Luís Alves Milheiro
Encenação: Eugénia Conceição
Interpretação: Eduardo Pereira, Mara Martins, Miriam Rebelo, Nelson Sousa; Figurantes: Alberto Oliveira, Carla Silva, Odete Ribeiro, Paula Viegas, Rui Ribeiro, Teresa Menezes e Vitor Pinto
Cenografia: José Brás e Vitor Rosado
Figurinos: Alice Rolo
Luz e Operação de Luz: José Carlos Santos
Som e Operação de Som: Pedro Khun
Fotografia e Grafismo: Fernando Viana
Produção Executiva: Cénico da Incrível Almadense

18ª Mostra de Teatro de Almada / 2014

Artes e Engenhos
MEDEIA M/16
21 NOVEMBRO | SEXTA | 21H30
TEATRO MUNICIPAL JOAQUIM BENITE – SALA DE ENSAIOS

foto Carolina Thadeu
Um solo, uma montagem teatral, uma leitura sobre o Mito de Medeia a partir de reescritas contemporâneas do Mito. Uma proposta centrada no trabalho do actor e na importância da palavra enquanto agente da acção - a palavra surge como geradora de imagens, de estados físicos e psíquicos, sendo uma potencial arma de combate. Procuramos estar na direcção contrária do mimético, daquilo que se encerra em si próprio e tem uma única significação, daquilo que nos impede de imaginar e renomear. Procuramos estar na direcção dos nossos fantasmas, no encontro com os nossos mortos e com o insondável.

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
Autor: A partir de reescritas contemporâneas do Mito
Dramaturgia: Anabela Mendes
Apoio à Dramaturgia: Luísa Sousa
Encenação: Francisco Salgado e Sandra Hung
Interpretação: Sandra Hung
Figurinos: Carolina Thadeu
Design de Comunicação: Miguel Pacheco Gomes
Direcção de Produção: Ana Sêrro
Produção Executiva: Carolina Thadeu

18ª Mostra de Teatro de Almada / 2014

Grupo de Teatro da Associação Cultural Manuel da Fonseca
NA MINHA TERRA ISTO ACONTECE (O DIREITO AO SONHO) M/10
ESTREIA
20 NOVEMBRO | QUINTA | 21H30
AUDITÓRIO PLURICOOP
Joana e David, amigos de toda a vida e “secretamente" enamorados um do outro, partilham sonhos e discutem os problemas e as dificuldades que a Sociedade lhes vai colocando a cada passo no caminho que traçaram para alcançarem os seus objetivos. Estão inseridos num meio solidário que, se por um lado os protege e lhes dá uma sensação de relativa segurança, por outro se revela uma “bolha” difícil de romper quando se quer viver e ter sucesso fora desse ambiente, numa Sociedade que se lhes afigura e eivada de inúmeros perigos e armadilhas, uma vez que, manifestamente, não se rege pelos mesmos valores. Durante a peça exercitam as asas para um voo que não sabem como começar, confrontam, de forma veemente, as suas ideias e discutem a estratégia a assumir para concretizar os seus sonhos.

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
Autor: Ferrer Asturiano
Encenação: Colectivo
Interpretação: David Correia e Joana Coelho
Operação de Luz e Som: Nuno Coelho
Música: João Fernando
Produção Executiva: Associação Cultural Manuel da Fonseca

18ª Mostra de Teatro de Almada / 2014

O Grito
ITÁLIA-BRASIL 3 A 2 M/12
19 NOVEMBRO | QUARTA | 21H30
CINETEATRO DA ACADEMIA ALMADENSE

Um espetáculo feito dos humores, frustrações, palpitações e idiossincrasias que envolvem o futebol, onde se entretecem humaníssimas e comoventes lições de vida: de saber viver e saber morrer com verdade e dignidade. Histórias de futebol que se transmutam num olhar compassivo, divertido e irónico sobre as misérias da existência.
Um espetáculo para quem gosta de futebol e para quem lhe é indiferente ou, porventura, o detesta.

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
Autor: Davide Enia
Tradução: Alessandra Balsamo
Encenação: Anabela Neves
Interpretação: José Vaz
Figurinos: Anabela Neves
Cenografia, Luz e Operação de Luz: Jorge Xavier
Grafismo: Nuno Nascimento
Produção Executiva: André Carvalho e Jefferson Oliveira

18ª Mostra de Teatro de Almada / 2014

Teatro na Gandaia
VESTIDO DE NOIVA M/12
17 NOVEMBRO | SEGUNDA | 21H30
CINETEATRO DA ACADEMIA ALMADENSE

foto Sandra Ramos
Encenada pela primeira vez em 1943, a peça "Vestido de Noiva", de Nelson Rodrigues mostra ações simultâneas em três planos - o da realidade, o da alucinação e o da memória e considera-se que deu início ao processo de modernização do teatro brasileiro.
A peça gira em torno da vida de Alaíde, personagem representativa da burguesia do Rio de Janeiro, vítima de um acidente. Enquanto Alaíde se encontra entre a vida e a morte e os médicos tentam salvá-la, ela vive um tipo muito particular de viagem interior, uma viagem ao seu passado onde se cruzam as pessoas que exerceram papéis decisivos na sua vida.

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
Autor: Nelson Rodrigues
Encenação: Rui Cerveira
Assistência de Encenação: Maria João Garcia
Interpretação: António Olaio, Carlos Dias Antunes, Elsa Viegas, João Dacosta, José Balbino, Josefina Correia, Luísa Nápoles, Maria João Garcia, Paulina Santos, Pedro Gamboa, Rui Pito, Rute HugmeNow e Tânia Ponte
Cenografia: Daniel Verdades e Carla Isidro­
Figurinos: Carla Isidro
Luz: Daniel Verdades
Operação de Luz: Maria João Montenegro
Som e Operação de Som: Sandro Esperança
Arranjo Musical: João Califórnia
Fotografia: Sandra Ramos
Grafismo: André Clemente
Produção Executiva:Gandaia Associação Cultural

18ª Mostra de Teatro de Almada / 2014

Grupo de Teatro Musical da Academia Almadense
SÍTIO DO PICAPAU AMARELO M/3
ESTREIA
16 NOVEMBRO | DOMINGO | 11H00
CINETEATRO DA ACADEMIA ALMADENSE

Antes do Sítio do Picapau Amarelo passar pela televisão era um livro que preenchia os sonhos da infância com as aventuras da Emília, da Narizinho, do Visconde de Sabugosa, da Dona Benta, da Tia Nastácia ou da terrível Cuca, que povoam esse Sítio onde tudo era possível desde que acreditássemos. Viver no Sítio do Picapau Amarelo é viver num país distante e diferente dos outros, um país onde nem tudo é o que parece, onde as bonecas de trapos falam e os viscondes feitos de barbas de milho são cultos e sabedores, é viver num país de sonho onde todos os nossos sonhos são possíveis apenas porque assim o desejamos. É precisamente nisso que os habitantes do Sítio do Picapau Amarelo querem que acreditemos, no sonho e na magia que nos fazem viver o nosso dia-a-dia. Assim como no teatro, onde o sonho e a magia são as palavras que nos fazem voar até ao Sítio do Picapau Amarelo. Como tal, esperamos por todos para que juntos possamos fazer esta viagem inesquecível e lembrar que nunca podemos deixar de sonhar. Uma peça que defende o valor da amizade e nos deixa uma mensagem intemporal sobre o mundo dos sonhos: o verdadeiro mundo das crianças.

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
Autor: Musical escrito a partir do livro de Monteiro Lobato
Dramaturgia, Adaptação e Encenação: Diogo Novo
Interpretação: André Henriques, Catarina Mouro, Inês Branco, Lua Santos, Lucília Mateiro, Pedro Alves, Ricardo Botelho, Sofia Fonseca, Tomás Crawford Nascimento, Yoann Auboyneau
Figurinos: Conceição Braga e Lucília Mateiro
Coreografia: Maria Luísa Carles
Luz: Diogo Novo e Maira Luísa Carles
Som: Diogo Novo
Música: Piers Chatters Robbinson
Fotografia e Grafismo: Joana Pereira
Produção Executiva: Academia Almadense

18ª Mostra de Teatro de Almada / 2014

Teatro e Teatro – O Mundo do Espectáculo
NOITE DE GUERRA NO MUSEU DO PRADO M/12
ESTREIA
16 NOVEMBRO | DOMINGO | 21H30
CINETEATRO DA ACADEMIA ALMADENSE

“Noite de Guerra no Museu do Prado” é uma grande obra do teatro político, de Rafael Alberti. Escrita em 1956, inspirou-se num episódio vivido pelo autor durante a Guerra Civil Espanhola: o da sua participação no salvamento de algumas das maiores obras do Museu do Prado com a sua transladação para Valência, obras que estavam em perigo sob os bombardeamentos à capital espanhola (As Meninasde Velásquez e Carlos V, de Ticiano, entre outras). Nesta obra as figuras dos quadros de Goya e outros artistas no Museu do Prado, ganham vida, emergindo como personagens teatrais numa noite durante o cerco a Madrid (pelos falangistas), e montam uma barricada para se defenderem dos invasores. Sobrepõem-se dois tempos: o da Guerra da Independência (1808) e o da Guerra Civil (1936), com o objetivo de nos apresentar a mesma luta popular pela conquista da liberdade.

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
Autor: Rafael Alberti
Tradução e Encenação: Manuel João
Interpretação: Alexandra Martins, Ana Califórnia, André Carvalho, Andreia Pinto, Carla Silva Nogueira, Débora Dantas, Inês Possante, Marlene Silva, Nádia Patrício, Paulo Campanudo, Pedro Bernardino, Pedro Gonçalves, Rita Miranda e Teresa Alves
Cenografia, Figurinos e Objectos de Cena: Ana Mateus, António Frazão, Filipa Castilho, Tiago Esteves
Luz e Som: Manuel João
Montagem de Som: João Graça
Grafismo: Rui Falcão
Produção Executiva: Associação Cultural O Mundo do Espectáculo

18ª Mostra de Teatro de Almada / 2014

Actos Urbanos
Produção Teatro de Areia – O Mundo do Espectáculo
RAZIA M/12
15 NOVEMBRO | SÁBADO | 21H30
CINETEATRO DA ACADEMIA ALMADENSE
Três doentes do espírito desfiam um rosário de maledicência, começando numa ponta (os artistas) e acabando noutra (os escritores de livros de auto-ajuda). Estranho mas banal exercício de condenação sumária do Outro diferente – de outra geração, de outra cultura, de outros costumes, ou tão simplesmente de outros excessos, realizações a que os três arremessam sem pudor a arma de destruição maciça que constitui a inveja nacional, a que juntam uma também conhecida exaltação do passado, levando para a cena os nacionalismos da ordem do dia na Europa dos diferentes.
Espécie de antologia do mal-dizer, Razia é um jogo de culpas disforme como um espelho de ver monstros. Para rir muito a sério. 

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
Autor: Sarah Adamopoulos
Encenação: Joana Sabala
Interpretação: Ana Pinhal, António Jesus, João Monteiro, Tatiana Dias
Figurinos: Criação Colectiva
Apoio Artístico: Cláudia Camilo
Produção Executiva: Teatro de Areia – Associação Cultural O Mundo do Espectáculo

18ª Mostra de Teatro de Almada / 2014

Ninho de Víboras
ATÉ AMANHÃ! M/12
15 NOVEMBRO | SÁBADO | 18H00
CASA MUNICIPAL DA JUVENTUDE CACILHAS

foto Nuno Morais
Num estabelecimento prisional, um prisioneiro em recuperação por tentativa de suicídio passa a ter consultas diárias com uma psicóloga. No decurso destas a relação inicial de desconfiança passa por fases de resistência, de crispação, de conflito aberto, de aproximação, de necessidade, de dependência e finalmente falhanço nas tentativas que ambos vão fazendo de se entenderem — um ao outro.
O texto de A. Branco obteve a distinção João Osório de Castro, do Fórum Teatral Ibérico (2008) e uma Menção Honrosa INATEL/ TEATRO – Novos Textos (2005). O Ninho de Víboras estreou este espectáculo no Teatro da Trindade em Setembro de 2013.



FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
Autor: A. Branco
Encenação: Eduardo Condorcet
Interpretação: Isabel Simões Marques e Rogério Jacques
Guarda-Roupa: Tânia Franco
Iluminação: Gabriel Orlando
Operação técnica: Karas
Música: Pedro Ferreira
Fotografia: Nuno Morais
Grafismo: Carlos Janeiro
Produção Executiva: Nilza Sousa

18ª Mostra de Teatro de Almada / 2014

Artes e Engenhos
WOYZECK 1978 M/16
14 NOVEMBRO | SEXTA | 21H30
INCRÍVEL ALMADENSE - SALÃO DE FESTAS
conversa com o público no final do espetáculo

foto João Ferro Martins
Projecto de cruzamentos disciplinares tomando como ponto de partida materiais de arquivo e testemunhos da encenação de Woyzeck, pelo Teatro da Cornucópia (1978). Reformulação de perguntas - O onírico pode contribuir para compreender a realidade social? Serve o romantismo alemão um trabalho artístico e político contemporâneo? O que é a opressão interior? Apenas a interiorização duma opressão exterior? Ele visa a criação e circulação de um objecto performativo que oscila entre a coreografia dos registos e a representação do texto de Georg Büchner. Na sequência dos projectos “Pregação” (2012), que se debruçou sobre o arquivo do espectáculo “A Pregação” (1989), do Teatro O Bando, e “Quarteto” (2013), que explorou registos das encenações da Seiva Trupe (2003) e do Teatro Praga (2006) do texto homónimo de Heiner Müller, continuamos a investigar a história contemporânea da encenação em Portugal.

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
Autor: A partir de Woyzeck, de Georg Büchner
Encenação: Alexandre Pieroni Calado
Interpretação: Alexandre Pieroni Calado, Alexandra Viveiros e Gustavo Vargas
Música, Som e Operação de Som: João Ferro Martins
Artes Visuais e Design de Comunicação: Miguel Pacheco Gomes
Colaboração Científica: Anabela Mendes e Christipher Auretta
Direcção de Produção: Ana Sêrro
Produção Executiva: Carolina Thadeu