MTA

23ª Mostra de Teatro de Almada / 2019

FINAL FELIZ
PRODUÇÕES ACIDENTAIS
ESTREIA

13 NOVEMBRO | QUARTA | 21h30 | M/14 | 60’
TEATRO-ESTÚDIO ANTÓNIO ASSUNÇÃO

Autor Criação colectiva a partir de vários autores
Criação coletiva a partir de Elfriede Jelinek, Emma Donoghue, Neil Gaiman, Angela Carter, Robert Coover, James Garner
Criadores Sara Castanheira, César Melo, Ricardo Cardoso, Ana Rita Ferreira, Cláudia Sousa
Com coordenação de Luzia Paramés
Intérpretes Sara Castanheira, César Melo, Ricardo Cardoso, Ana Rita Ferreira, Lucinda Coelho
Tradução Luzia Paramés e Sara Castanheira
Cenografia e Figurinos Luzia Paramés
Movimento Isabel Cruz
Desenho de luz e som Sandro Esperança
Vídeos promocionais César Melo
Apoio Câmara Municipal de Almada
Fotografia Luís Aniceto

Nos contos de fadas tradicionais – não as versões açucaradas que chegaram às nossas infâncias – a Cinderela é uma assassina que mata a madrasta, a Bela Adormecida é violada pelo rei seu pai enquanto dorme - dando à luz duas crianças que a madrasta cozinha e oferece ao marido como refeição, o que o leva a mandar queimá-la viva. Já a madrasta da Branca de Neve pode considerar-se afortunada, pois apenas é obrigada a calçar uns sapatos em brasa e a dançar até à morte. Quisemos, portanto, ir à procura de mais coisas e encontrámos um manancial de abordagens, modelos e jogos alternativos; acrescentámos-lhes os nossos, descobrimos que as Princesas e Príncipes nos eram familiares e que nem sequer fugiam à crueza das primitivas versões. Se o resultado é mais ou menos inquietante, cabe ao espectador julgar.

SOBRE O GRUPO
As Produções Acidentais promovem projetos de criadores de várias áreas artísticas, miscigenando as suas linguagens próprias, ao sabor da sua disponibilidade e das oportunidades que vão surgindo. Apesar das nossas produções serem necessariamente “acidentais”, desde que informalmente começámos as nossas atividades produzimos 15 criações de teatro, música, escrita, fotografia e artes plásticas. Paralelamente, temos desenvolvido ações de formação artística nas áreas do teatro e da promoção da leitura.
The theater is so endlessly fascinating because it's so accidental. It's so much like life.
Arthur Miller

23ª Mostra de Teatro de Almada / 2019


A ESTRADA
A LAGARTO AMARELO ASSOCIAÇÃO CULTURAL
ESTREIA

14 NOVEMBRO | QUINTA | 21h30 | M/12 | 60’
AUDITÓRIO FERNANDO LOPES-GRAÇA

Encenação e adaptação dramatúrgica Cláudia Negrão
Autor Jack London
Interpretação Junior Sampaio
Espaço cénico Hugo Migata e Pedro Silva
Apoio construção cenário José Correia e Tiago Naré
Desenho de som Tiago Inuit
Desenho de luz Paulo Santos
Produção Executiva Paula Coelho
Co-produção A Lagarto Amarelo e ENTREtanto Teatro Associação Cultural
Apoio Câmara Municipal de Almada

Embora Jack London tenha vivido entre 1876-1916, não podemos considerar a sua obra desatualizada ou fora de tempo. As suas questões permanecem não só relacionadas com o seu tempo político-económico e social mas também e sobretudo ligadas à questão da sobrevivência do indivíduo em qualquer enquadramento. Não temos nós hoje, não teremos sempre, pessoas ou povos que por motivos vários deambulam errantes no mundo? Não atravessamos neste momento uma revolução tecnológica que por sua vez cria uma nova crise laboral? Não temos nós na atualidade vários eventos políticos e económicos que obrigam a uma fuga e corrida permanente para a subsistência? Nas suas próprias palavras: “A exploração da mão-de-obra, os salários de miséria, as hordas de desempregados e a multidão sem abrigo e sem casa é o espetáculo a que se assiste quando há mais homens do que trabalho.” Esta contemporaneidade intrínseca na obra de Jack London obriga-nos a uma reflexão sobre o novo lugar do Homem no seu meio ambiente e levanta questões que nos permite considerá-la significativa e contextualizada nos dias de hoje em qualquer parte do mundo.

SOBRE O GRUPO
A Lagarto Amarelo sediada em Almada surgiu em 2009. Tem como prioridades a conceção e produção de âmbito teatral e a criação de parcerias com outras entidades culturais, fomentando a troca de conhecimentos tentando assim facilitar a realização dos projetos, pois considera que a cooperação entre entidades é a forma mais viável para garantir o sucesso dos mesmos, aproveitando as sinergias para rentabilizar as potencialidades de cada um.