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22ª Mostra de Teatro de Almada / 2018 - ESPETÁCULOS

Actos Urbanos
 Criação
2 NOVEMBRO | SEXTA-FEIRA | 21H30 | M/16 | 70’
AUDITÓRIO FERNANDO LOPES-GRAÇA
©José Balbino
Autor Sarah Adamopoulos a partir de um processo em criação coletiva
Direção e encenação Joana Sabala                                                           
Texto e Dramaturgia Sarah Adamopoulos (a partir de ideias e processos em criação coletiva).
Com Afonso Pinto, Ana Rita Ferreira, Carolina Vargas, Clara Simões, Daniela Monteiro, Francisca Paiva, Francisca Silva, Hélder Silva, Íris Pitacas, Joana Antunes, João Monteiro e Madalena Raimundo. 
Desenho de luz Tasso Adampoulos
Cenografia Catarina Pé-Curto
Design gráfico e ilustrações Alice Prestes
Apoio trabalho de corpo: Mestre Pedro Ferreira (cinto negro em Krav Maga)
Uma produção do Teatro de Areia – Associação Cultural o Mundo do Espetáculo
Apoio Câmara Municipal de Almada
Agradecimentos Casa Municipal da Juventude de Cacilhas – Ponto de Encontro e Teatro Extremo 

A família: coração profanado da sociedade, apesar de sempiternamente sacralizado, como se não fosse o palco das primeiras relações de poder e dos primeiros horrores. Núcleo doente, por melhor, mais “normal”, mais são que pareça. Foi este o tema que quisemos trabalhar, partindo da experiência e da memória (ou das suas representações) do que é ser irmão. Muito depressa vimos a palavra fraternidade, tão virtuosa, a desaparecer, engolida por toda a sorte de sentimentos menos nobres, logo abafados pela culpa. Teatro societal, Criação revisita tempos e problemas que persistem, não sem trágico mistério, nas famílias atuais, e põe em cena a pedofilia, tantas vezes exercida no seio da família, ou na sua proximidade, com o consentimento calado de todos. O lugar que devia cuidar e proteger, agride e abusa, expondo a miséria moral que se oculta nas traseiras das casas, promiscuamente contíguas a outras casas, ao lado das couves e das galinhas. Uma criação sem pinças.

SOBRE O GRUPO
ACTOS URBANOS, criado e dirigido por Joana Sabala, é um projeto de teatro comunitário e de formação teatral sediado em Almada, aberto à população em geral, que constrói e produz espetáculos inovadores a partir de textos originais, quase sempre concebidos em criação coletiva (habitualmente em colaboração com a dramaturgista Sarah Adamopoulos). Valorizando as vivências quotidianas da urbanidade e transpondo-as de forma crítica para o processo de construção teatral, recorre a abordagens estéticas contemporâneas que se enquadram nas chamadas linguagens meta-teatrais e performativas. Focando-se no próprio processo, confere atenção particular às perspetivas criativas olhadas do ponto de vista das ciências sociais e humanas. Reunindo grupos heterogéneos, constituídos por pessoas com ou sem experiência prévia em teatro, assume desde o início um programa que se coaduna com a natureza imponderável de um grupo cuja composição se altera de ano para ano.

22ª Mostra de Teatro de Almada / 2018

Teatro Extremo
“Dois Reis e um Sono”
3 NOVEMBRO | SÁBADO | 16H00 | M/6 | 75’
TEATRO-ESTÚDIO ANTÓNIO ASSUNÇÃO
©P2F Atelier
Autor Natália Correia e Manuel de Lima
Direção Artística Fernando Jorge Lopes
Dramaturgia e Composição Musical Armando Nascimento Rosa
Elenco Bibi Gomes, Carlos Sebastião, Fernando Jorge Lopes, Francisca Lima, Jefferson Oliveira, José Graça, José Neto, Rui Cerveira e ainda António Olaio, João Dacosta, João Rodrigues, Josefina Correia, Marta Valente, Victor Pinto Ângelo
Desenho de Luz e Direção Técnica Celestino Verdades
Cenografia e Adereços Celestino Verdades, Daniel Verdades e Fernando Jorge Lopes, Maria João Montenegro
Caracterização especial Ministro Pencudo e Sono Pessoa Júnior
Figurinos Alice Rolo
Movimento Maria João Garcia
Operação de Luz Daniel Verdades
Operação de Som e Vídeo Maria João Montenegro
Arranjos e Produção Musical em Estúdio Mário Rui Teixeira
Design Gráfico P2F Atelier
Realização e Edição de Vídeo António Rodrigues
Spot Rádio Paulo Lázaro
Direção de Produção Sofia Oliveira
Assistência de Produção Josefina Correia e Paula Almeida
Comunicação e Assessoria de Imprensa Nádia Santos
Promoção Victor Pinto Ângelo
50ª produção do Teatro Extremo com apoio MC/SEC/DGARTES e Câmara Municipal de Almada

Peça escrita por Natália Correia em colaboração com Manuel de Lima, “Dois Reis e um Sono” conta-nos a história de dois reinos em litígio, sendo a alegórica figura do Sono o motivo da discórdia entre monarcas irmãos. Uma parábola sobre o poder, a vaidade, o consumismo, o amor, a conquista e o uso da liberdade de expressão, mas também sobre qual o limite do nosso livre arbítrio e para onde caminha a Humanidade.

SOBRE O GRUPO
Estrutura profissional com sede em Almada desde 1994, o Teatro Extremo constitui-se Associação Cultural em 1996. Aposta na criação de espetáculos essencialmente para jovens públicos, investindo na dramaturgia contemporânea e na itinerância. Ao longo de duas décadas, apresentou-se a mais de meio milhão de espetadores em Portugal, Espanha, França, Alemanha, Bélgica, Itália, Inglaterra, Brasil, Cabo Verde e Índia. Organiza desde 1996 “Sementes - Mostra Internacional de Artes para o Pequeno Público”, festival multidisciplinar e descentralizado para a infância e público familiar. Desenvolve um Serviço Educativo com projetos de formação e de sensibilização e captação de públicos. Em 2002 foi-lhe atribuído a Medalha de Prata de Mérito Cultural da Cidade de Almada. Desde 2015 garante o funcionamento e a programação do equipamento municipal Teatro-Estúdio António Assunção. Em 2019 celebra 25 anos de atividade e em 2020, 25 edições de “Sementes”

22ª Mostra de Teatro de Almada / 2018

Artes e Engenhos
“A Morte nos Olhos”
ESTREIA
3 NOVEMBRO | SÁBADO | 21H30 | M/16 | 70’
TEATRO MUNICIPAL JOAQUIM BENITE – SALA DE ENSAIOS
©João Ferro Martins
Autor Alexandre Pieroni Calado e João Ferro Martins com Carlota Lagido
Co-Criação, Dramaturgia, Interpretação Alexandre Pieroni Calado
Co-Criação, Concepção Plástica e Sonora, Interpretação João Ferro Martins
Criação Coreográfica Carlota Lagido
Direção Técnica João Chicó/Contrapeso
Produção Executiva Andreia Páscoa
Design de Comunicação Miguel Pacheco Gomes

Alexandre Pieroni Calado e João Ferro Martins propõem um trabalho de criação em colaboração com a coreógrafa Carlota Lagido, assente na reescrita das fontes antigas do mito de Medusa e Perseu. Entre os escombros diversos da cultura, querem confrontar a fábula com a sua violenta actualidade: desagregação da linguagem simbólica, horror provocado pelo homem capaz de matar, caos informe de onde teimamos nos apartar, sem sucesso. Ouvem-se os termos do repto e as descrições das provas, cruzam-se episódios da saga, talvez banal, de um rapaz que afirma a sua idade adulta; escutam-se os gritos e os cânticos dolorosos e o riso das Górgonas. Já se vêem tijolos de cimento empilhados, um muro; algures inscritos caracteres numa grafia difícil de identificar, gregos ou árabes, mediterrânicos com certeza: será “coral” ou “serpente” ou “cavalo alado” escrito a sangue? Areia. Uma arquitetura pobre banhada a quente e a frio ao mesmo tempo: o corpo à mostra, a luz fixa.

SOBRE O GRUPO
A Artes e Engenhos é uma associação que promove trabalhos de artes performativas, som e fotografia, com sede na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa. Conta com um núcleo de criadores teatrais e com colaboradores nas áreas das artes visuais, design, história, engenharia e arquitectura. A par dos projectos de criação e difusão, desenvolve conferências, cursos e acções com comunidades. Os parceiros das suas actividades têm sido, entre outros, a Câmara Municipal de Almada, a Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema, o Goethe-Institut em Lisboa,  a Fundação Calouste Gulbenkian,  o Atelier RE.AL, a Companhia Olga Roriz, o Teatro Garcia de Resende, a Mala Voadora, o Teatro O Bando, a Latoaria, entre outros. Nos últimos anos tem contado com o apoio financeiro do Ministério da Cultura, Direção-Geral das Artes.

22ª Mostra de Teatro de Almada / 2018

O Grito
“Sementeira”
6 NOVEMBRO | Terça-feira |22H00 | M/12 | 75’
PÁTIO DO PRIOR DO CRATO
©Renato Roque
Autor Fernando Fitas
Dramaturgia José Vaz
Encenação Anabela Neves
Interpretação Ana Tomás, Frederico Barata, Helena Barata, Jefferson Oliveira, José Vaz, Ricardo Fonseca
Cenografia e Desenho de Luzes Jorge Xavier
Canções Letra de Fernando Fitas e Música de Francisco Naia, João Fernando e Nuno Gomes dos Santos
Direcção Musical Ana Tomás e Ricardo Fonseca
Figurinos Mizé
Grafismo Nuno Nascimento

“Sementeira” comemora 40 anos de vida literária de Fernando Fitas, único autor por duas vezes agraciado com o Prémio de Poesia e Ficção Cidade de Almada (2004 e 2014), entre muitos outros prémios. O trabalho de dramaturgia que nos confiou consistiu, tão só, no invasivo acto de nos apropriarmos das suas palavras para esboçar uma cronologia, sugerir uma narrativa de vida intensamente afectiva e pessoal. Não intentámos, porém, recriar a biografia do autor. Aqui se inserem múltiplas vivências: as de ganhões e malteses, em tempos de latifúndio e repressão, as de operários e sem-abrigo na grande cidade, em tempos de medo e obscurantismo, a festa do 25 de Abril e o sabor amargo que, depois, a Revolução deixou… E a vontade de reaver as nossas raízes mais primordiais.

SOBRE O GRUPO
O Grito iniciou a sua actividade em 1995. Trouxe ao palco autores de referência do teatro europeu do século XX, de Jean Anouilh a García Lorca e de Sartre a Camus, bem como do teatro extra-europeu, do brasileiro Joracy Camargo ao chileno Ramón Griffero. O seu repertório inclui autores incontornáveis da história do teatro, como Anton Tchekhov ou Tennessee Williams, mas tem também dado a conhecer, em Portugal, importantes autores contemporâneos, alguns já reconhecidos internacionalmente como o espanhol Ernesto Caballero, o italiano Davide Enia ou o norueguês Jon Fosse, outros ainda inéditos, como o brasileiro Paulo Andress. Trouxe também para o palco, não só textos dramatúrgicos, mas também poesia e narrativa de grandes autores da língua portuguesa, como José Gomes Ferreira, Al Berto, Herberto Helder ou Natália Correia.
A par da criação de espectáculos, O Grito desenvolve regularmente oficinas de iniciação e formação nas diversas disciplinas ligadas às artes cénicas.

22ª Mostra de Teatro de Almada / 2018

Teatro da Gandaia
“O Segredo De Quem Somos”
7 NOVEMBRO | Quarta-feira | 21H30 | M/10 | 50’
AUDITÓRIO DA COSTA DA CAPARICA
Autor Christiane de Macedo
Texto e Encenação Christiane de Macedo
Sonoplastia Nuno Ramos e Ricardo Cardo
Luz Henrique Nabais
Elenco Alberto Oliveira, Ana Rodrigues, António Nobre, Arminda Santos, Cremilde Almeida, Filomena Batista, Manuel Ribeiro.
Assistente e Operação de Som Olga Nunes

“O Segredo de Quem Somos” traz à cena a ampliação do nosso universo interno e de pessoas que permeiam as nossas vidas. É também a reconstrução da vida quotidiana e a exaltação dos sentimentos humanos. A Dor, o Amor, as Idiossincrasias, a Vaidade, a Avareza. Uma declaração de quem somos, quando estamos sós, e de como somos, quando inseridos nas estruturas sociais que ora nos oprimem, ora nos libertam.

SOBRE O GRUPO
O Grupo de Teatro da Gandaia renasceu em Janeiro de 2018. É composto por sete actores: três com experiência em teatro amador, e quatro que estão em palco pela primeira vez. Depois de uma breve formação, culminou na montagem da peça “O Segredo de Quem Somos”. Esta peça foi estreada em 15 de Junho de 2018 com duas apresentações a 15 e 21 de Julho, com mais de 200 espetadores. Seguem novas apresentações em Setembro e Outubro, no Auditório Costa da Caparica.

22ª Mostra de Teatro de Almada / 2018

Teatro Ubu
 “Ilha do Sumiço”
8 NOVEMBRO | QUINTA-FEIRA | 21H30 | TODOS | 45’
TEATRO-ESTÚDIO ANTÓNIO ASSUNÇÃO
©José Frade
Ilha do Sumiço – Teatro Ubu: ideia original Francisco Silva, Rui Silvares e Ana Nave
Autor Francisco Silva, Rui Silvares e Ana Nave
Figurinos Rafaela Mapril
Música João Rodrigues
Desenho e operação de luz Daniel Verdades
Grafismo André Clemente
Teaser NoBrain Studio
Interpretação Ana Califórnia, Ana Margarida Leal, António Olaio, Carlos Dias Antunes, Elsa Viegas, Filipa Santana, Francisco Silva, João Rodrigues, Josefina Correia, José Balbino; Jorge Esteves, Patrícia Conde, Pedro Gamboa, Ricardo Cardo, Sara Lourenço, Tânia Ponte e Vasco Santos
Produção Arte 33

São velhas muito velhas. Elas vivem ali assim, junto ao mar. Vão chegando, andam devagarinho. Foram convocadas para uma reunião mas não sabem ao certo do que se trata. Correm boatos. Diz-se que há uns doutores (ou serão engenheiros?) que compraram as casitas delas e que vão enviá-las desta pra melhor. As velhas estão com a pulga atrás da orelha. Conjecturam, discutem, tentam compreender o mundo em que vivem e que, antigamente, acabava ali na areia da praia. Agora é um mundo muito maior, muito melhor, repleto de coisas boas e oportunidades sem fim para gente empreendedora. As velhas suspeitam que não têm lugar neste mundo limpo e ordenado, sem porcaria nas ruas nem aquele cheirinho a peixe. Resta-lhes o conhecimento antigo das coisas misteriosas. Apesar de não terem espaço nem lugar neste novo mundo lindo, as velhas acreditam que irão desta pra melhor!

SOBRE O GRUPO
2013 As Aves: Autor Aristófanes, adaptação Rui Silvares, encenação Ana Nave, Teatro na Gandaia; 2014 Vestido de Noiva: Autor Nélson Rodrigues, encenação Rui Cerveira, Teatro na Gandaia; 2015 Uma tal Lisístrata: Autor Aristófanes, adaptação Rui Silvares, encenação Ana Nave, Teatro na Gandaia; 2016 O Pranto de Maria Parda: Autor Gil Vicente, adaptação Ana Margarida Leal e Rui Silvares, encenação Ana Nave, Teatro na Gandaia; 2017 Rei Ubu: Autor Alfred Jarry, adaptação Rui Silvares, encenação Ana Nave, Teatro na Gandaia; 2018 Ilha do Sumiço: Ideia original de Francisco Silva, Rui Silvares e Ana Nave, Teatro Ubu, Produção Arte 33.