MTA

22ª Mostra de Teatro de Almada / 2018

Artes e Engenhos
“A Morte nos Olhos”
ESTREIA
3 NOVEMBRO | SÁBADO | 21H30 | M/16 | 70’
TEATRO MUNICIPAL JOAQUIM BENITE – SALA DE ENSAIOS
©João Ferro Martins
Autor Alexandre Pieroni Calado e João Ferro Martins com Carlota Lagido
Co-Criação, Dramaturgia, Interpretação Alexandre Pieroni Calado
Co-Criação, Concepção Plástica e Sonora, Interpretação João Ferro Martins
Criação Coreográfica Carlota Lagido
Direção Técnica João Chicó/Contrapeso
Produção Executiva Andreia Páscoa
Design de Comunicação Miguel Pacheco Gomes

Alexandre Pieroni Calado e João Ferro Martins propõem um trabalho de criação em colaboração com a coreógrafa Carlota Lagido, assente na reescrita das fontes antigas do mito de Medusa e Perseu. Entre os escombros diversos da cultura, querem confrontar a fábula com a sua violenta actualidade: desagregação da linguagem simbólica, horror provocado pelo homem capaz de matar, caos informe de onde teimamos nos apartar, sem sucesso. Ouvem-se os termos do repto e as descrições das provas, cruzam-se episódios da saga, talvez banal, de um rapaz que afirma a sua idade adulta; escutam-se os gritos e os cânticos dolorosos e o riso das Górgonas. Já se vêem tijolos de cimento empilhados, um muro; algures inscritos caracteres numa grafia difícil de identificar, gregos ou árabes, mediterrânicos com certeza: será “coral” ou “serpente” ou “cavalo alado” escrito a sangue? Areia. Uma arquitetura pobre banhada a quente e a frio ao mesmo tempo: o corpo à mostra, a luz fixa.

SOBRE O GRUPO
A Artes e Engenhos é uma associação que promove trabalhos de artes performativas, som e fotografia, com sede na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa. Conta com um núcleo de criadores teatrais e com colaboradores nas áreas das artes visuais, design, história, engenharia e arquitectura. A par dos projectos de criação e difusão, desenvolve conferências, cursos e acções com comunidades. Os parceiros das suas actividades têm sido, entre outros, a Câmara Municipal de Almada, a Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema, o Goethe-Institut em Lisboa,  a Fundação Calouste Gulbenkian,  o Atelier RE.AL, a Companhia Olga Roriz, o Teatro Garcia de Resende, a Mala Voadora, o Teatro O Bando, a Latoaria, entre outros. Nos últimos anos tem contado com o apoio financeiro do Ministério da Cultura, Direção-Geral das Artes.

22ª Mostra de Teatro de Almada / 2018

O Grito
“Sementeira”
6 NOVEMBRO | Terça-feira |22H00 | M/12 | 75’
PÁTIO DO PRIOR DO CRATO
©Renato Roque
Autor Fernando Fitas
Dramaturgia José Vaz
Encenação Anabela Neves
Interpretação Ana Tomás, Frederico Barata, Helena Barata, Jefferson Oliveira, José Vaz, Ricardo Fonseca
Cenografia e Desenho de Luzes Jorge Xavier
Canções Letra de Fernando Fitas e Música de Francisco Naia, João Fernando e Nuno Gomes dos Santos
Direcção Musical Ana Tomás e Ricardo Fonseca
Figurinos Mizé
Grafismo Nuno Nascimento

“Sementeira” comemora 40 anos de vida literária de Fernando Fitas, único autor por duas vezes agraciado com o Prémio de Poesia e Ficção Cidade de Almada (2004 e 2014), entre muitos outros prémios. O trabalho de dramaturgia que nos confiou consistiu, tão só, no invasivo acto de nos apropriarmos das suas palavras para esboçar uma cronologia, sugerir uma narrativa de vida intensamente afectiva e pessoal. Não intentámos, porém, recriar a biografia do autor. Aqui se inserem múltiplas vivências: as de ganhões e malteses, em tempos de latifúndio e repressão, as de operários e sem-abrigo na grande cidade, em tempos de medo e obscurantismo, a festa do 25 de Abril e o sabor amargo que, depois, a Revolução deixou… E a vontade de reaver as nossas raízes mais primordiais.

SOBRE O GRUPO
O Grito iniciou a sua actividade em 1995. Trouxe ao palco autores de referência do teatro europeu do século XX, de Jean Anouilh a García Lorca e de Sartre a Camus, bem como do teatro extra-europeu, do brasileiro Joracy Camargo ao chileno Ramón Griffero. O seu repertório inclui autores incontornáveis da história do teatro, como Anton Tchekhov ou Tennessee Williams, mas tem também dado a conhecer, em Portugal, importantes autores contemporâneos, alguns já reconhecidos internacionalmente como o espanhol Ernesto Caballero, o italiano Davide Enia ou o norueguês Jon Fosse, outros ainda inéditos, como o brasileiro Paulo Andress. Trouxe também para o palco, não só textos dramatúrgicos, mas também poesia e narrativa de grandes autores da língua portuguesa, como José Gomes Ferreira, Al Berto, Herberto Helder ou Natália Correia.
A par da criação de espectáculos, O Grito desenvolve regularmente oficinas de iniciação e formação nas diversas disciplinas ligadas às artes cénicas.