MTA

22ª Mostra de Teatro de Almada / 2018

NOVO NÚCLEO TEATRO, FCT
 “Horácio”
ESTREIA
14 NOVEMBRO | QUARTA-FEIRA| 21H30 | M/12 | 60’
TEATRO-ESTÚDIO ANTÓNIO ASSUNÇÃO
© João Seiça
Texto: Centrado no mito de Horácio e a partir dos textos: “O Horácio”, Heiner Müller, “Os horácios e os curiácios”, Bertolt Brecht, “Horácio”, Pierre Corneille
Encenação e dramaturgia: Sandra Hung
Tradução (Heiner Müller): Anabela Mendes
Elenco: Raquel Martins, Andreia Custódio, Henrique Ribeiro, Beatriz Nunes, Diogo Machado, Mauro Soares e Carolina Thadeu
Desenho de Luz e Direcção Técnica: João Chicó
Música e efeitos sonoros: NuMac - Núcleo de Música Arte e Cultura Fct-Nova Coreografia: Sandra Hung e NuDança - Núcleo de Dança FCT UNL
Vídeo: João Seiça
Fotografia: NuFoto (Núcleo de Fotografia FCT UNL) e Beatriz Pratas
Produção: NNT
Parceria: Artes e Engenhos – Associação Cultural
Agradecimentos: Anabela Mendes, João Hungria Alves

Trabalho em processo centrado no texto "Horácio" de Heiner Müller, com excertos de "Os horácios e Os Curiácios" de Bertolt Brecht e "Horácio" de Pierre Corneille. É entre a confecção de uma pizza, um jogo de mesa e um jogo no palco, que nos propomos a visitar três géneros teatrais e a retomar questões de ontem reformuladas à luz do nosso quotidiano. Tendo como foco a palavra e insistindo no movimento de voltar atrás, de repetir, de colar, de reescrever, de ampliar, de argumentar gostaríamos de tornar o verbo vivo e encarnado, fazendo dialogar os fantasmas dos nossos fantasmas.
Abertura de Processo: FATAL 2018, Festival Anual de Teatro Académico de Lisboa, Prémio Fatal Cidade de Lisboa – Espectáculo mais Inovador, Maio 2018.

SOBRE O GRUPO
NNT, Novo Núcleo Teatro da AEFCT, formado em Março 1995, tem no currículo várias produções teatrais, acções de formação, oficinas de escrita, movimento, voz, dramaturgia e encenação. Tem participado, regularmente, em Mostras e Festivais de Teatro Nacionais e Internacionais, entre outros: Mostra de Teatro de Almada, FATAL (Lisboa), FITUB (Blumenau, Brasil), Mostra Internacional de Teatro de Santo André, MoitaMostra (Viseu),Festival “Entrez dans l’arène” (Rennes, França), SALTA (Aveiro), aCTUS (Coimbra), TUBI (Covilhã), Festival de Teatro de Santiago de Compostela (S. De Compostela, Espanha). Recebeu várias menções honrosas e prémios, dos prémios destaca-se: “Tartarugas e Migração”, Texto e Encenação Sandra Hung, Prémio Destaque, Mostra Paschoal Carlos Magno, FITUB, Brasil; “Húmus – Tríptico”, Encenação Alexandre P. Calado, Sandra Hung e Tiago Vieira, Prémio FATAL 2014 - Melhor espectáculo; “Horácio”, Encenação e Dramaturgia Sandra Hung, Prémio FATAL 2018 – Espectáculo mais inovador.

22ª Mostra de Teatro de Almada / 2018

TEATRO ABC.PI
 “às Crianças”
15 NOVEMBRO | QUINTA-FEIRA| 10h30 e 11h30 | M/3 | 37’
AUDITÓRIO FERNANDO LOPES-GRAÇA
©Vítor Cid e Luís Aniceto
Direção Artística e Encenação Laurinda Chiungue
Assistência de Direção Artística e Encenação Cintia Guimarães
Intérpretes Adriana Melo e Magnum Soares
Adaptação dramatúrgica: Lavínia Moreira
Espaço acústico Teatro ABC.PI
Idealização de Cenografia e Objetos cénicos Laurinda Chiungue e Salomé Vaz
Cenografia e Objetos cénicos Salomé Vaz (Cenografia e Objectos Cénicos) e Delphim Miranda (Objectos Cénicos)
Consultoria de Desenho de Luz ARTICA CC
Desenho de Luz Daniel Verdades
Produção Executiva e Apoio à Produção Diana Almeida e Teatro ABC.PI

Nos contos fala-se da vida da comunidade, da sua inserção no meio circundante, sente-se uma consciência ecológica manifesta no carácter amoral mas consequente da natureza. Não são bem fábulas embora os animais falem, pois não estão em lugar do homem; os animais são a natureza na sua força.
Valores como a solidariedade ou o valor da experiência, a justiça ou a integração na comunidade trespassam as narrativas. Vislumbra-se o flagelo da fome, e o engenho do homem a contrariá-la.
Dar voz aos Contos Negros é revelar uma herança de contributos sociais, ambientais, artísticos. Tal como Blaise em 1928, acreditamos ser esta partilha uma mais-valia na formação de uma consciência respeitadora, inclusiva e solidária, cada vez mais urgente numa sociedade tendencialmente multicultural.

SOBRE O GRUPO
O Teatro ABC.PI surge da união de jovens atores e do encenador Rogério de Carvalho. Em 2005 revela-se profissionalmente com o espetáculo A Apologia de Sócrates, de Platão, no 22º Festival Internacional de Teatro de Almada, onde recebe a distinção da crítica de Teatro do Jornal Expresso. Em 2009 estreia A Chuva (a partir de Estava em Casa e Esperava que a Chuva Viesse, de Jean-Luc Lagarce), em Lisboa, e, em 2011, Numa Noite O Rio Passou, espetáculo criado
do universo de Miguel Torga, em Setúbal. A estes, seguem-se espetáculos notáveis como Subtil, O Cântico da Sulamita, a criação peculiar Ciclo do Amor, Contos Negros para os Filhos dos Brancos e À Luz.
De Platão a Blaise Cendrars, o trajeto de criação artística do Teatro ABC.PI constrói-se com o desafio de revelar um incontornável olhar sobre cada obra artística, conciliando o público com textos de grandes autores de carácter universal.
Para além do desenvolvimento e participação em diversas dinâmicas de intervenção cultural e artística, o Teatro ABC.PI assumiu, de 2013 a 2015, em parceria com a Câmara Municipal de Almada, a realização de Atividades Educativas e Artísticas para famílias no Centro de Interpretação de Almada Velha, Atividades que culminaram com a Festa do CIAV.