MTA

21ª Mostra de Teatro de Almada / 2017

QUEM, CARONTE, QUEM NÃO VAI?
ESTREIA
15 NOVEMBRO | QUARTA | 19H00 | M/12 | 60'
TEATRO-ESTÚDIO ANTÓNIO ASSUNÇÃO

foto@Luís Aniceto e Vítor Cid
Diziam os egípcios que a travessia da margem do Reino dos Vivos para o Reino dos Mortos era feita por um barqueiro chamado Caronte. Este exigia, como recompensa, um óbulo (uma moeda), que ia colocada na boca do morto, para que este não ficasse perdido no limbo de uma assombração sem vida, nem morte, sem princípio, nem fim.
Nesta obra três figuras emblematicamente nomeadas como Helena e Penélope (as do herói Ulisses, sim) mais um tal de Jackpot confrontam-se com Caronte, que nunca é de uma só face, para que o público decida no final quem é que não vai: só há dois óbulos e eles são três! O desafio é contarem suas vidas e se mostrarem aos espectadores para que estes façam a escolha.
A partir de questões tabus que tocam a juventude de hoje, muitas serão as surpresas, incertezas e, provavelmente, dificuldade em decidir o que, no início pareceria mais fácil. E, nunca se sabe, se perante um impasse a Barca de Caronte não voltará a aparecer noutro espetáculo!

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
Texto, Encenação e Dispositivo Cénico: Castro Guedes
Intérpretes: Beatriz Pratas, Filipe Velasques, Francisco Pescador, Inês Borba, João   Hungria Alves 
Produção: NNT
Apoio: Câmara Municipal Almada

21ª Mostra de Teatro de Almada / 2017

Artes e Engenhos
MIGRACÕES, título provisório (1º ESBOÇO)
19 NOVEMBRO | DOMINGO | 21H30 | M/16 | 50'
TEATRO ESTUDIO ANTONIO ASSUNÇÃO

Migrações – Título Provisório (1º esboço) é um possível nome para esta apresentação. Trata-se de um primeiro esboço de um trabalho em processo a estrear em Fevereiro de 2018.
Migrações é o plural da palavra migração que designa uma movimentação geográfica, mais precisamente um deslocamento de um lugar de origem para um lugar de destino. Mudar de sítio, realojar, pode convocar novos modos de habitar e de pensar que atenuem a sensação de estrangeiro – de se estranhar uma nova realidade e de se ser estranho. Propomos: migrações no espaço, no tempo e na mente, sendo as mais acentuadas verificadas no plano da mente e da oralidade; um  trajecto à volta de uma estrutura organizada por dois textos – texto A e B, um narrando na primeira pessoa a vinda de Moçambique para Portugal, outro espelhando o esforço da mente, num processo de alucinação, em conseguir erguer um sentido para o fluxo de palavras e de frases num ritmo fora da área conversacional.
O trabalho das Palavras.
Ao aliar o texto A ao texto B confronta-se: de um lado a Realidade, do outro o Real, sem mediação. Convoca-se quem assiste a estar, a desenvolver uma actividade mental permanente, a ser um produtor e não um consumidor como acontece em grande parte dos espectáculos a que nos habitou o próprio Teatro. É um convite ao espectador a trabalhar na fábrica de Construção de Sentidos, a manifestar uma derradeira obra do espírito criador, a fazer uma reflexão sobre a relação do Teatro com o próprio espectador – uma apaixonada e dramática meditação sobre a vida e a morte.

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
Texto, Dramaturgia e Interpretação: Sandra Hung
Encenação, Dramaturgia e Selecção Musical: Rogério de Carvalho
Assistência de Encenação: Paula Reis
Direcção Técnica, Luz e Produção Executiva: João Chicó
Projecção: João Chicó a partir de vídeo de João Seiça
Design de Comunicação: Miguel Pacheco Gomes
Produção: Artes e Engenhos
Apoios e Parcerias: Câmara Municipal de Almada, DCSA, Faculdade de Ciências Tecnologia, UNL, Teatro Extremo | Teatro-Estúdio António Assunção, Contrapeso Ldª, Latoaria, Fosso de Orquestra