MTA

20ª Mostra de Teatro de Almada / 2016

OFICINA DE TEATRO DE ALMADA
ABRIGO? POIS...”
ESTREIA
11 NOVEMBRO | SEXTA | 22H30 | M/12 | 50’
TEATRO-ESTÚDIO ANTÓNIO ASSUNÇÃO

fotografia©Luís Aniceto/Vítor Cid
De dinheiro velho não nascem coisas novas.
Se isto não é um ditado ou provérbio ou adágio popular, devia ser.
(Sirva o introito de metáfora para estes tempos ou para os que venham…)
É o espectáculo possível nas circunstâncias presentes: apenas a vontade de continuar a produzir espectáculos de teatro e a dar-lhes sentido: apresentá-los, e que haja quem venha vê-los.
Este espectáculo é a reposição renovada de “Abrigo temporário”, apresentado em 2005.
Continuamos com o mesmo pressentimento: o mundo é um lugar cheio de perigos.
Por vezes, a realidade assusta-nos, irrita-nos, provoca-nos uma terrível ansiedade e uma vontade imensa de nos refugiarmos num invólucro qualquer.
Teimosamente, porém, combatemos os nossos medos.

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
Autor: Fernando Rebelo, a partir de textos de Mário-Henrique Leiria, David Lodge, Anton Tchekov, Luís Fernando Veríssimo, Rubem Braga e Anna Hatherly Encenação: Fernando Rebelo e Isabel Leitão | Concepção cenográfica e técnica: Élio Antunes

20ª Mostra de Teatro de Almada / 2016

A Lagarto Amarelo
TRÊS MÁSCARAS”
ESTREIA
11 NOVEMBRO | SEXTA | 21H00 | M/12 | 60’
CINETEATRO DA ACADEMIA ALMADENSE

fotografia©Luís Aniceto/Vítor Cid
Publicado em 1940, “Três máscaras“ de José Régio, trouxe para o conflito dramático três personagens distintas do teatro europeu: Mefistófeles e Pierrot que disputam o amor de Columbina. Contextualizada por um baile de carnaval, a cena estabelece um jogo repleto de máscaras e aparências. A vida social é aqui metaforizada pelo autor numa visão crítica e quase grotesca da verdade e da mentira, sublinhada pelo caráter intrínseco da cada uma das máscaras e pela utilização de quem está por detrás delas. Na verdade, quem está mascarado diz a verdade mas, na ausência desse escudo, mente. As camadas de máscaras sucedem-se, filtram os discursos e regem comportamentos. Num paradoxo permanente o disfarce revela e ao mesmo tempo esconde. A máscara ganha assim contornos de segunda pele provocando uma realidade virtual que afinal, se confirma nos dias de hoje. O autor metaforiza a vida quotidiana da sociedade da altura, repleta de aparências, com a festa de mascarados. Os três personagens escudados pelas máscaras vão se desafiando, e quando as suas identidades são postas em causa cai a máscara, dando lugar a outra, provocando momentos de ruptura.

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA

Autor: José Régio | Encenação: João Ferrador | Interpretação: Cláudia Negrão, Tomás Curveira, Ruben Dias | Espaço Cénico: Hugo Migata, Pedro Alexandre Silva | Música e Desenho de som: João Balão | Luz e Operação técnica: Daniel Polho | Produção: A Lagarto Amarelo