MTA

20ª Mostra de Teatro de Almada / 2016

A Lagarto Amarelo
TRÊS MÁSCARAS”
ESTREIA
11 NOVEMBRO | SEXTA | 21H00 | M/12 | 60’
CINETEATRO DA ACADEMIA ALMADENSE

fotografia©Luís Aniceto/Vítor Cid
Publicado em 1940, “Três máscaras“ de José Régio, trouxe para o conflito dramático três personagens distintas do teatro europeu: Mefistófeles e Pierrot que disputam o amor de Columbina. Contextualizada por um baile de carnaval, a cena estabelece um jogo repleto de máscaras e aparências. A vida social é aqui metaforizada pelo autor numa visão crítica e quase grotesca da verdade e da mentira, sublinhada pelo caráter intrínseco da cada uma das máscaras e pela utilização de quem está por detrás delas. Na verdade, quem está mascarado diz a verdade mas, na ausência desse escudo, mente. As camadas de máscaras sucedem-se, filtram os discursos e regem comportamentos. Num paradoxo permanente o disfarce revela e ao mesmo tempo esconde. A máscara ganha assim contornos de segunda pele provocando uma realidade virtual que afinal, se confirma nos dias de hoje. O autor metaforiza a vida quotidiana da sociedade da altura, repleta de aparências, com a festa de mascarados. Os três personagens escudados pelas máscaras vão se desafiando, e quando as suas identidades são postas em causa cai a máscara, dando lugar a outra, provocando momentos de ruptura.

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA

Autor: José Régio | Encenação: João Ferrador | Interpretação: Cláudia Negrão, Tomás Curveira, Ruben Dias | Espaço Cénico: Hugo Migata, Pedro Alexandre Silva | Música e Desenho de som: João Balão | Luz e Operação técnica: Daniel Polho | Produção: A Lagarto Amarelo

20ª Mostra de Teatro de Almada / 2016

Marina Nabais Dança, Associação Cultural
CORPO-MAPA-LIVRO”
ESTREIA | M/8 | 50’
10 NOVEMBRO | QUINTA | 14H30
11 NOVEMBRO | SEXTA | 11H00 E 14H30
12 NOVEMBRO | SÁBADO |16H00
BIBLIOTECA DA TRAFARIA

Créditos: Clubzic
CORPO-MAPA-LIVRO é uma peça que desarruma a biblioteca. Parte do LIVRO, enquanto objeto específico e como indutor de experiências transformadoras do CORPO. Propõe uma multiplicação de vivências plásticas, que levam à descoberta de novos espaços e sentidos. Um jogo poético de entradas e saídas, que nos levam numa viagem onde se revelam novos MAPAS. Abre-se uma dimensão do livro, enquanto mapa e lugar da viagem corporal, e uma dimensão do corpo, enquanto inscrição de um processo traduzível em livros. Uma peça para um público que já lê e que dá conta de si mesmo enquanto leitor dinâmico e em crescimento.

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
Ideia original: Marina Nabais e Joana Pupo | Cenografia: Marina Nabais | Dramaturgia: Joana Pupo | Figurinos: Susana Moura | Sonoplastia: Gonçalo Alegria | Produção: Sara Santana | Coprodução: Câmara Municipal de Monção | Apoio: Câmara Municipal de Almada