No ano em que comemora a sua 15ª edição, a Mostra de Teatro de Almada apresenta de 1 a 17 de Abril cerca de 20 espectáculos, entre os quais várias estreias, envolvendo quase duas dezenas de companhias e grupos de teatro de Almada. Organizada anualmente pela Câmara Municipal de Almada, em parceria com os grupos teatrais do concelho, o objectivo desta Mostra, que teve em 1996 a sua 1ª edição no Salão de Festas da Sociedade Filarmónica Incrível Almadense, é promover e divulgar a diversificada produção teatral realizada em Almada.
Nesta edição pretende-se celebrar os 15 anos de existência da Mostra, com várias iniciativas paralelas à apresentação de espectáculos. O trabalho colectivo realizado por centenas de pessoas, entre criadores, actores, organizadores e outros agentes culturais, ao longo da última década e meia, será relembrado na Exposição 15 Mostras.Retrospectiva, a decorrer no Foyer do Fórum Romeu Correia, com inauguração no dia 1 de Abril, às 21h. No Foyer do Teatro Extremo será organizada uma Tertúlia Mostra. Perspectivas e Realidades, no dia 9 de Abril, onde criadores e público poderão conversar, partilhar experiências e trocar ideias. De terça a domingo, antes e depois dos espectáculos, o público da Mostra poderá ainda marcar presença na Cafeteria Erva Limão do Fórum Romeu Correia, que funcionará como ponto de encontro e centro de convívio e animação.
O programa desta edição da Mostra de Teatro de Almada aposta em autores nacionais conhecidos do grande público, como Almada Negreiros, Luiz Pacheco e Miguel Torga, mas também na divulgação da obra de dramaturgos estrangeiros contemporâneos, como Rodrigo García, Plínio Marcos, Heiner Müller ou Tennesseee Williams, de quem se assinala em 2011 o centenário do seu nascimento. Não faltarão ainda criações originais dos grupos de teatro com participação regular na Mostra, como é o caso da estreia de Ponto Morto, pelo colectivo artístico Ninho de Víboras, que encerra a edição de 2011 da Mostra de Teatro de Almada a 17 de Abril, nos Recreios Desportivos da Trafaria (antigo Casino).
Este ano serão vários os espaços a acolher a Mostra: Auditório Fernando Lopes-Graça, Teatro Municipal de Almada, Incrível Club, Casa Municipal da Juventude de Cacilhas, Teatro Extremo e Salão de Festas da Incrível Almadense.
Mostra de Teatro de Almada. 15 Anos. 15 Edições.
Ninho de Víboras
PONTO MORTOde Maria João Garcia (a partir do texto “Na solidão dos campos de algodão” de Bernard-Marie Koltès) M/12 ESTREIA
17 Abril 2011, domingo 21h30
Recreios Desportivos da Trafaria (antigo Casino)
(conversa com público no final)
Imagem: Alexandre Coelho
Concepção e Direcção Maria João Garcia Interpretação Paulo Diegues e Rui Cerveira Desenho de Luz e Fotografia Alexandre Coelho Som Emídio Buchinho Com a colaboração de Karas, David e Sandra Ramos Produção Ninho de Víboras
Apoios: Câmara Municipal de Almada, Escola Anselmo de Andrade, Recreios Desportivos da Trafaria, Teatro Extremo e GITT
Com interpretação de Paulo Diegues e Rui Cerveira, “Ponto morto” é uma performance teatral dirigida por Maria João Garcia, que regressa à criação três anos depois de “Tontos”, em 2008.
Se o texto “Na solidão dos campos de algodão” de Bernard-Marie Koltès é o ponto de partida para o acto artístico, o ponto de chegada pretende ser um espectáculo que se apropria da situação que o texto propõe - um encontro entre dois homens que, a pretexto de uma suposta transacção, discorrem sobre o poder que cada um exerce sobre o outro e a convicção com que afirmamos os nossos propósitos no mundo, independentemente da escala de valores que utilizamos. Um combate, sem chegar a sê-lo, entre duas vidas suspensas àquela hora e naquele lugar.
O colectivo artístico Ninho de Víboras surgiu em 1996, no mesmo ano em que se realizou a primeira Mostra de Teatro de Almada. Desde então participou em todas as edições, por vezes com mais do que um espectáculo ou actividade. Fez percorrer a Mostra por diversos espaços, desde a Incrível Almadense ao Auditório Fernando Lopes-Graça, passando pelo Teatro Extremo ou pelo Ginjal, pelas Casas da Juventude ou pelo Teatro Municipal, e ainda pelos Recreios Desportivos da Trafaria (antigo Casino), onde regressa nesta 15ª edição para estrear “Ponto morto”.
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