MTA

Armadilha – Associação de Teatro e Música com Cultura

MEMÓRIAS DE EMBALAR
de António Rocha e Miguel Cintra
P/todos - crianças dos 0 aos 5 anos
17 Abril 2011, domingo 10h e 12h
Teatro Extremo

Preços: consultar Informações úteis

Encenação António Rocha Música Original António Rocha, Katarzyna Pereira, Miguel Cintra, Maria João Costa Cenografia Arminda Moisés Coelho Figurinos e adereços Arminda Moisés Coelho Desenho de Luz Celestino Verdades Técnica Vocal Victor Gaspar Vídeo António Rocha e Arminda Moisés Coelho Edição de Vídeo Daniel Braga Sonoplastia Miguel Cintra Produção Executiva Arminda Moisés Coelho Intérpretes António Rocha, Miguel Cintra, Maria João Costa, Gonçalo Simões Operação de Luz e Som Celestino Verdades

Os actores/músicos convidam o público a entrar na sala de teatro, dando as boas-vindas com uma canção. O ambiente é acolhedor e, em círculo, ouvem-se “histórias musicais/memórias de embalar”. Neste espaço onírico, adormecem-se os bebés, embalados pelo canto. Como em qualquer memória, alternam momentos calmos e outros mais movimentados, mas tudo em grande brincadeira.

Bem sentados, os participantes vão acompanhar um conjunto de canções, ora familiares, ora desconhecidas. Algumas vezes, pede-se que todos se mexam ao ritmo delas, outras que as oiçam. No fim, são as despedidas, sem palavras — nas bocas, apenas sons musicais, expressão das emoções.

Esta é a 6ª produção da Armadilha e a 5ª dirigida a bebés e a crianças até aos 5 anos. Sempre ao encontro desta faixa etária, em especial, dos bebés dos 0 aos 2 anos, especializámo-nos desde o nosso início em espectáculos onde a música está envolvida em movimento, luz, figurinos, cenário, adereços e teatro. Para tanto, a Armadilha é constituída por elementos com formações artísticas e pedagógicas que procuram criar universos cénicos inspirados pelos conhecimentos sobre o desenvolvimento humano na primeira infância. Move-nos a convicção de que as recentes correntes científicas abrem uma nova janela sobre as capacidades dos nossos bebés, apontando para um espaço inexplorado de estímulos e de respostas, num desafio maravilhoso para quem, como nós, cria espectáculos músico-teatrais.

Grupo de Iniciação Teatral da Trafaria

PARLATÓRIOS E FALATÓRIOS
de Prosper Mérimée e Ruzante M/12
16 Abril 2011, sábado 21h30
Teatro Municipal de Almada - Sala Experimental


Tradução António Neves Pedro, Fernando Mora Ramos e José Carlos Faria Encenação, Dramaturgia e Fotografia Vitor Azevedo Intérpretes Luis Henriques, Francisco Figueira, Marina Figueira, Henrique Viegas, Dário Dionísio, Luis Lopes e Andreia Dias Figurinos Mila Bernardes Grafismo Vitor Mio Luz Vitor Azevedo e Vitor Mio Operação de Luz Ramon Rodal Som Vitor Azevedo Operação de Som Ramon Rodal Cenografia Vitor Mio Produção executiva GITT

Juntar duas peças teatrais de épocas tão diferentes (sécs. XIV e XIX), com o humor corrosivo de Ruzante e Mérimée, que o tempo não conseguiu datar, foi um trabalho dramatúrgico cuja finalidade seria a de que os temas das duas peças nos trouxessem à memória as preocupações que, tal como há séculos, hoje nos afligem: a guerra e a religião. O ponto de partida foi o da inversão do tempo, começar da frente para trás, dos nossos dias para os séculos idos. Dessa forma foram adicionadas aos textos originais duas personagens contemporâneas, um militar e um padre, que nos vêm confessar e pedir perdão pelos seus erros e crimes cometidos. A tentação de actualizar estes dois temas tão mediáticos, transportando-os para os nossos dias seria, a meu ver, um erro perante um teatro tão profundamente realista, “que desvenda a casualidade complexa das relações sociais, que denuncia as ideias dominantes como ideias das classes dominantes”, na aguda formulação de Bertold Brecht.

O GITT é um grupo de teatro amador e independente, que encontrou nos Recreios Desportivos da Trafaria a compreensão e o apoio para que nas suas instalações pudesse desenvolver toda a sua actividade desde a sua fundação até a presente data, com a apresentação de um total de 374 espectáculos, em várias localidades. Entre actores, cenógrafos, encenadores e técnicos, já passaram pelo GITT mais de uma centena de pessoas, que estiveram ou ainda estão ligadas ao teatro profissional.