MTA

Cénico da Incrível Almadense

OS MALEFÍCIOS DO TABACO E A MORTE BATE À PORTA de Anton Tchekhov e Woody Allen M/6 ESTREIA
16 Abril 2011, sábado 21h30
Salão de Festas da Sociedade Filarmónica Incrível Almadense


Tradução Ruy Castro (Woody Allen) Intérpretes Andreia Freire e Pedro Magalhães Encenação, Dramaturgia, Fotografia, Grafismo e Cenografia CIA Figurinos Alice Rolo Luz, Operação de Luz, Som e Operação de Som José Carlos Santos Produção Executiva CIA

Num espectáculo constituído por duas peças, aparece-nos, primeiro, Nioukine, homem nervoso e amargurado, que se predispõe a realizar uma conferência, com fins beneficientes, sobre os malefícios do tabaco, que lhe foi imposta por sua mulher. O tema central acaba por ser a sua vida privada e especificamente os maus-tratos que sofre de sua mulher. Segue-se Woody Allen, no seu incomparável humor, retratando-nos como Nat engana a “Morte” e remetendo-nos para um dos temas intemporais da humanidade e um dos seus mistérios – a Morte e o que há (ou não) para além dela.

Tendo estado estagnado durante dez largos anos, em 1998, no âmbito das comemorações do 150º aniversário da Colectividade, foi reactivado o Grupo Cénico da Sociedade Filarmónica Incrível Almadense que, outrora, presenteou os sócios com espectáculos de sucesso, nomeadamente de revista à portuguesa. O grupo conta com cerca de 20 elementos de idades compreendidas entre os 17 e os 80 anos e se, por um lado, é marcado pela heterogeneidade das faixas etárias, por outro é homogéneo no que concerne a objectivos e ideais. O Cénico da Incrível Almadense (actual designação) é, genuinamente, um grupo de teatro amador, imbuído do espírito de “trabalho por amor à camisola”.

Oficina de Teatro de Almada

CACHORROS ESPECIAIS
de Fernando Rebelo M/16 ESTREIA
14 Abril 2011, quinta 21h30
Teatro Extremo


Encenação Alexandra Sargento Intérpretes Fernando Rebelo e Pedro Bernardino Figurinos Alice Rolo Fotografia e Grafismo Nuno Quá Luz e Operação Luz Mário Afonso Operação de Som Mário Afonso e Patrícia Vieira Cenografia OTA Produção Executiva OTA

Pedimos emprestadas as palavras de um Prémio Nobel: o senhor Dario Fo. Desde já, aqui lhe enviamos o nosso bem-haja!

«Hoje, os meios de comunicação de massas funcionam como uma britadeira. São rolos compressores brutais que, por meio de uma avalanche de tele-sorteios, espectáculos de efeitos especiais, girândolas, sons de tiroteios, nos deixam aturdidos e desnorteados. Desenvolvem uma agitação sem harmonia. A imaginação capaz de criar movimentos coreográficos é substituída pela imaginação produtora de uma gestualidade epiléptica, desconexa e obsessiva. Como afirma um amigo poeta: “Os rapazes e as raparigas parecem flores murchas em hastes sem raízes”. Festejar é uma arte, não basta a vontade de fazer uma festa. (...) Cada cultura tem o teatro que merece. (...) Para cada um, o mais importante é ganhar os prémios de estímulo e as devoluções fiscais, não aborrecer os burocratas do ministério ou os encarregados dos partidos no poder, auferir uma boa verba e não revolver o pântano. Tudo isso para que haja uma unanimidade em defini-lo como uma pessoa de teatro inofensiva. Amén!»

A Oficina de Teatro de Almada (OTA) surgiu em 1992/93 da vontade de um conjunto de pessoas que se juntou a partir de diferentes vivências teatrais. Com a garantia de um espaço de acolhimento, a Sociedade Recreativa União Pragalense, com a ideia de arrancar com um grupo de teatro preocupado, em primeiro lugar, com a formação e iniciação teatrais e, em simultâneo, com a produção e apresentação de espectáculos de forma regular e em moldes que fossem ultrapassando gradualmente a de um colectivo de amadores teatrais – tais eram e continuam a ser os desígnios que norteiam a OTA.